Expansão das locações de curta temporada divide moradores, investidores e setor hoteleiro, enquanto tribunais discutem regras para a prática.
O crescimento dos aluguéis de curta temporada por plataformas digitais, como Airbnb e Booking, tem provocado debates em condomínios de todo o Brasil. Moradores reclamam do aumento da circulação de pessoas, do uso intensivo das áreas comuns e de problemas relacionados ao barulho e à segurança, enquanto proprietários defendem o direito de utilizar seus imóveis para gerar renda.
A discussão ganhou destaque em diversos empreendimentos residenciais, onde síndicos e moradores relatam mudanças na rotina dos prédios devido à presença constante de hóspedes. Em contrapartida, anfitriões argumentam que a atividade pode coexistir com regras internas que garantam a convivência entre moradores e visitantes.
O tema também envolve questões econômicas e urbanas. Em cidades turísticas, especialistas apontam que a popularização desse modelo pode reduzir a oferta de imóveis para moradia tradicional e contribuir para o aumento dos preços dos aluguéis. Já defensores da prática afirmam que ela impulsiona o turismo e amplia as opções de hospedagem.
A controvérsia chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que já reconheceu que os condomínios podem decidir, por meio de assembleia, se autorizam ou não esse tipo de locação. Recentemente, a corte suspendeu processos em todo o país para definir um entendimento que servirá de referência para futuras decisões sobre o tema.
Fonte: Fantástico
FONTE: Fantástico