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Política

19/09/2020 às 14h42 - atualizada em 19/09/2020 às 14h50

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Redação

Cajamar / SP

Eleições 2020: os impactos da pandemia da Covid-19 nas eleições deste ano
Com a pandemia da Covid-19 crescendo na região, as eleições de 2020 serão marcadas por campanhas sem aglomerações e exigindo criatividade dos candidatos; consultora enxerga atuais mandatários com vantagem
Eleições 2020: os impactos da pandemia da Covid-19 nas eleições deste ano
A Covid-19 entra na política.Não atrás de votos, mas para atrapalhar a tarefa daqueles que precisam deles para se eleger ou reeleger.

A pandemia também impactará a decisão dos eleitores de votar ou não em novembro. Há analistas apostando em número recorde de abstenção e de votos nulos e brancos.

As eleições de 2020 serão marcadas pela pandemia do novo coronavírus, mexendo substancialmente no tabuleiro político do Vale do Paraíba.

EFEITOS.

O primeiro impacto foi na mudança na data da eleição, que deixa de ser em outubro para ser realizada em novembro, nos dias 15 (primeiro turno) e 29 (segundo turno).

Estarão em disputa os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador, todos com alto grau de impacto na vida dos moradores da região.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aponta mais de 147 milhões de eleitores aptos a comparecer às urnas no país. Estima-se que 750 mil candidatos disputem as vagas.

Entre as 5.568 cidades do país, 95 têm mais de 200 mil habitantes e poderão ter segundo turno.

Na avaliação da consultora política Gil Castillo, ex-presidente da Alacop (Asociación Latinoamericana de Consultores Políticos), é inegável a influência da pandemia nas eleições, com vários desdobramentos e exigência de muita criatividade dos candidatos para conquistar o voto do eleitor.

Um dos desafios será na forma de fazer campanha, em razão das exigências sanitárias impostas pela pandemia.

"Terá que ser muito mais criativa no sentido de fazer chegar a mensagem, sem tanto contato pessoal, sem poder juntar pessoas", disse Gil.

Outro desafio será o conteúdo das campanhas.

"Os candidatos vão ter que contemplar um olhar sobre o novo normal. Muitos estão preocupados com as questões sanitárias, com as propostas da saúde e as questões econômicas, que têm tido desdobramento muito forte na Covid-19", afirmou a consultora.

Em artigo científico, Terezinha Cabral Barros, professora do Departamento de Ciências Sociais da UERN (Universidade do Estado do Rio Grande do Norte), aponta que qualquer previsão sobre as eleições dependerá, diretamente, dos estágios da pandemia no Brasil, assim como do "impacto das especificidades de cada localidade".

"O fato é que a pandemia vem mudando a forma como vivemos e também pode abrir espaço para novas dinâmicas de fazer política."

Na avaliação de Gil Castillo, a eleição deve beneficiar os atuais prefeitos que disputam a reeleição, em razão do número menor de renovação esperado para o pleito.

"Há uma tendência de alta aprovação das pessoas que estão nos mandatos, pois os gestores municipais tiveram que aparecer muito para orientar a população. Houve grande exposição desses prefeitos nesse período, o que favorece a aprovação".

"As pessoas novas ou da exposição e souberam aproveitar melhor o tempo e conseguiram falar com a população entrarão mais competitiva no jogo", completou a consultora..





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