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26/02/2026 às 10h30 - atualizada em 26/02/2026 às 10h31

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Larissa Barusso

Cajamar / SP

Fortes chuvas provocam mortes e deixam milhares de desabrigados em Juiz de Fora e Ubá
Temporal já deixou ao menos 47 mortos e 20 desaparecidos; cidades decretam calamidade, suspendem aulas e mobilizam forças de resgate em Minas Gerais
Fortes chuvas provocam mortes e deixam milhares de desabrigados em Juiz de Fora e Ubá
Queda de um barranco atinge prédio e casas em Juiz de Fora — Foto: Luiza Sudré/g1
As fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais, deixaram ao menos 47 mortos até a manhã desta quarta-feira (25) e 20 pessoas seguem desaparecidas. Juiz de Fora concentrou a maior parte das vítimas, com 41 mortes, além de milhares de desabrigados e desalojados. A prefeitura decretou estado de calamidade pública, suspendeu as aulas da rede municipal e determinou a evacuação de cerca de 600 famílias.

Em Ubá, o transbordamento do Ribeirão Ubá causou alagamentos extensos e deixou seis mortos. A Avenida Beira Rio ficou completamente tomada pela água, e houve registro de danos em estabelecimentos comerciais, incluindo uma funerária cujos caixões foram levados pela enxurrada. Já em Matias Barbosa, o prefeito também decretou estado de calamidade pública para viabilizar recursos federais e ações emergenciais.

Juiz de Fora registrou o fevereiro mais chuvoso da história, com 584 milímetros acumulados, o dobro do esperado para o mês. Bairros como Parque Burnier, Cerâmica e Vila Olavo Costa estão entre os mais atingidos, com casas desabadas, moradores soterrados e pessoas ilhadas. Mais de 40 chamados emergenciais foram registrados durante a madrugada, envolvendo deslizamentos, enchentes e bloqueio de vias.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Romeu Zema lamentaram as mortes e anunciaram apoio às vítimas. O Ministério da Defesa foi acionado para auxiliar no resgate, remoção de escombros, limpeza de vias e organização de abrigos temporários. A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, classificou a tragédia como “o dia mais triste” de sua gestão.

Fonte: g1

FONTE: G1

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