Profissionais utilizariam brechas em prescrições e diagnósticos para continuar indicando substâncias proibidas para fins estéticos.
Mesmo após a decisão que proibiu a prescrição de anabolizantes para objetivos estéticos, médicos continuam encontrando formas de manter a comercialização dessas substâncias no Brasil. A denúncia envolve estratégias utilizadas em consultas e receitas para contornar as novas regras impostas pelos órgãos reguladores.
Segundo a investigação, parte dos profissionais estaria associando o uso dos anabolizantes a supostos tratamentos hormonais ou condições clínicas, permitindo que medicamentos continuem sendo vendidos para pacientes interessados em ganho muscular, emagrecimento e mudanças estéticas.
Especialistas alertam que o uso indiscriminado dessas substâncias pode causar sérios riscos à saúde, como alterações cardíacas, problemas hepáticos, dependência hormonal e impactos psicológicos. Entidades médicas defendem maior fiscalização sobre clínicas, prescrições e publicidade relacionada aos produtos.
A proibição foi criada justamente para reduzir o crescimento do uso recreativo de hormônios e anabolizantes, impulsionado principalmente pelas redes sociais e pela busca por padrões estéticos rápidos. Ainda assim, autoridades afirmam que o mercado continua ativo e deve seguir sob investigação.