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12/05/2026 às 09h32

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Larissa Barusso

Cajamar / SP

OMS descarta risco de grande surto após casos de hantavírus em navio de cruzeiro
Número de infectados ligados ao navio MV Hondius sobe para 11, mas autoridades internacionais afirmam que situação segue sob controle.
OMS descarta risco de grande surto após casos de hantavírus em navio de cruzeiro
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira que, apesar do aumento no número de casos de hantavírus registrados entre passageiros de um navio de cruzeiro internacional, não há indícios de um surto de grandes proporções até o momento. O total de pessoas infectadas ou com suspeita da doença chegou a 11 após novos diagnósticos relacionados ao navio MV Hondius.

O cruzeiro, que realizava uma expedição com passagem pela América do Sul e pelo Oceano Atlântico, se tornou alvo de alerta sanitário internacional após passageiros apresentarem sintomas graves da doença. Até agora, três mortes foram associadas ao surto investigado pelas autoridades de saúde.

Segundo a OMS, a variante identificada é o hantavírus Andes, considerado raro e conhecido por ser a única cepa capaz de apresentar transmissão entre humanos em situações específicas de contato próximo e prolongado. Ainda assim, especialistas afirmam que o risco de disseminação em larga escala permanece baixo.

As investigações apontam que o vírus pode ter sido introduzido no navio por um passageiro que teria sido exposto anteriormente em regiões da Argentina, onde a doença é endêmica. Estudos genéticos preliminares indicam que os casos analisados possuem grande semelhança viral, reforçando a hipótese de transmissão dentro da embarcação.

O navio transportava cerca de 147 passageiros e tripulantes. Após a identificação dos casos, diversos ocupantes foram evacuados e encaminhados para hospitais em países como Espanha, Suíça, França, Holanda e África do Sul. Autoridades sanitárias seguem monitorando passageiros considerados contatos próximos.

O hantavírus normalmente é transmitido pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores contaminados. No Brasil, o Ministério da Saúde reforçou que os casos registrados recentemente no exterior não possuem relação com ocorrências nacionais da doença.

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