Especialistas apontam que Mundial simboliza a transição para uma era de múltiplas plataformas, narrativas e formas de consumo esportivo.
A Copa do Mundo de 2026 será a primeira em mais de quatro décadas sem Galvão Bueno como narrador da Globo. Embora siga presente no Mundial pelo SBT, o afastamento da principal emissora do país é visto por especialistas como o fim de uma era marcada pela centralização da comunicação esportiva no Brasil.
Segundo analistas ouvidos pelo UOL, a ausência de uma voz única acompanhando a seleção brasileira reflete as transformações no consumo de conteúdo, impulsionadas pelas redes sociais, plataformas digitais e múltiplas formas de acompanhar os eventos esportivos. Atualmente, torcedores combinam televisão, celular, redes sociais e sites de notícias para acompanhar a Copa.
A Globo planeja uma cobertura distribuída entre TV aberta, canais esportivos e plataformas digitais, buscando dialogar com diferentes perfis de público. Com a ausência de Luís Roberto por motivos de saúde, Everaldo Marques foi escolhido para assumir a narração principal dos jogos da Seleção Brasileira durante o torneio.
Especialistas destacam que dificilmente surgirá uma nova unanimidade nacional semelhante a Galvão Bueno. O cenário atual favorece diferentes narrativas e estilos de comunicação, refletindo um público cada vez mais fragmentado e conectado a diversas plataformas simultaneamente.
Fonte: UOL
FONTE: UOL