Investigação apura vazamento de dados sigilosos de sistema de reconhecimento facial em SP
A prefeitura confirmou a divulgação não autorizada dos dados e afastou o agente suspeito, que também é investigado pela corregedoria.
O Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação para apurar o vazamento de informações sigilosas do Smart Sampa, sistema de monitoramento por câmeras e reconhecimento facial da capital. A prefeitura confirmou a divulgação não autorizada dos dados e afastou o agente suspeito, que também é investigado pela corregedoria.
Segundo relatos, informações teriam ficado expostas na internet por cerca de 11 meses, permitindo acesso a imagens de mais de 58 mil câmeras. A administração municipal negou falhas estruturais de segurança e afirmou que o material foi retirado do ar, além de reforçar as medidas de proteção da plataforma.
Lançado em 2024, o programa utiliza inteligência artificial para identificar procurados pela Justiça, localizar desaparecidos e detectar veículos com restrições. No entanto, pesquisas independentes questionaram sua eficácia na redução da criminalidade e apontaram riscos de erros de identificação e vieses raciais.
A prefeitura contestou essas conclusões, enquanto a investigação deverá esclarecer as circunstâncias do vazamento e avaliar a segurança dos dados.