Mercado bilionário, alimentos “proteicos” e modas fitness levantam o debate sobre os riscos do excesso desse nutriente para a saúde.
A proteína é um dos três macronutrientes fundamentais para o corpo humano, com papel importante na formação de células e tecidos, na defesa do organismo e na regulação de funções vitais. Tradicionalmente encontrada em carnes, ovos e laticínios, ela passou a ganhar destaque nos últimos anos em produtos industrializados, como bebidas, chocolates e alimentos rotulados como “ricos em proteína”. O whey protein, derivado do soro do leite, também se popularizou com receitas fitness nas redes sociais.
Esse movimento impulsionou uma indústria bilionária. Segundo uma consultoria especializada em alimentação, o mercado global de proteínas movimentou mais de US$ 55 bilhões em 2024 e pode chegar a quase US$ 130 bilhões em dez anos, refletindo uma tendência de consumo que vai além das necessidades nutricionais reais da população.
No podcast O Assunto, a jornalista Natuza Nery entrevista a nutricionista e doutora em saúde pública pela USP, Nadine Marques, para discutir os impactos do superconsumo de proteínas. A especialista explica em quais situações o aumento da ingestão desse nutriente é realmente necessário e alerta para possíveis consequências à saúde quando o consumo ocorre de forma excessiva e sem orientação.
Além dos efeitos fisiológicos, Nadine também aborda os aspectos sociais e culturais do fenômeno, mostrando como a proteína se tornou símbolo de estilo de vida saudável e desempenho físico. O episódio faz parte do podcast diário do g1, que soma mais de 168 milhões de downloads desde 2019 e mais de 14 milhões de visualizações no YouTube.
Fonte: G1
FONTE: G1