Varejista afirma que medida busca preservar as operações e reorganizar sua estrutura financeira em meio a juros elevados, restrição de crédito e queda na liquidez.
O Grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo para renegociar dívidas que somam R$ 17,3 bilhões. O processo envolve algumas das principais subsidiárias do grupo e foi aprovado pelo conselho de administração e pelo acionista controlador.
Segundo a companhia, a decisão foi motivada pela deterioração das condições financeiras, agravada pelos juros elevados, restrição ao crédito, aumento dos custos financeiros, pressão sobre o consumo e dificuldades de capital de giro. Do total dos débitos, R$ 16,4 bilhões correspondem a credores quirografários, R$ 754 milhões a dívidas trabalhistas e R$ 154 milhões a micro e pequenas empresas.
A empresa afirma que pretende manter suas operações normalmente, preservando o atendimento aos consumidores durante o processo. A estratégia de reestruturação inclui renegociar e alongar dívidas, concentrar esforços em negócios mais rentáveis e reduzir custos e capital empregado.
Como parte do plano, a Casas Bahia prevê o fechamento de 298 lojas, cerca de 29% das 1.034 unidades existentes ao fim de junho. A medida pode afetar milhares de trabalhadores. A companhia também registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões, embora R$ 9,1 bilhões desse resultado sejam atribuídos a efeitos contábeis não recorrentes, sem impacto direto no caixa.
A Casas Bahia já havia recorrido a uma recuperação extrajudicial em 2024, quando renegociou aproximadamente R$ 4,1 bilhões em dívidas. A nova recuperação judicial ocorre após a empresa não conseguir concluir uma tentativa de captação de recursos com investidores internacionais.
Fonte: Uol
FONTE: UOL