Lojas de roupas, calçados e supermercados concentram cortes, enquanto juros altos, apostas online e avanço do comércio eletrônico pressionam o setor.
Loja em São Caetano do Sul (SP) da Casas Bahia, que anunciou a demissão de cerca de 3.000 funcionários - Felipe Iruată -18 ago.26/Folhapress
O comércio varejista eliminou 45,9 mil vagas com carteira assinada entre janeiro e junho de 2026, segundo dados do Caged. É o pior resultado para um primeiro semestre desde a pandemia, enquanto o mercado de trabalho brasileiro criou 921 mil empregos no mesmo período.
As demissões foram concentradas principalmente em lojas de vestuário e acessórios, calçados e supermercados. Especialistas apontam que juros elevados, endividamento das famílias, avanço das apostas online e migração dos consumidores para o comércio eletrônico estão reduzindo o consumo e pressionando as vendas.
A expectativa é que o setor termine 2026 próximo do zero a zero na geração de empregos, apesar da tradicional contratação de trabalhadores no segundo semestre. O cenário também pode ser afetado pelo fechamento de 298 lojas da Casas Bahia, que prevê demissões de cerca de 3 mil funcionários.
Fonte: Folha de São Paulo
FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO